quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PDT reuni com militância


Gelson, Hélio e Trindade
Hélio, Edi e Gelson
 
Mojuí dos campos se prepara para sua primeira eleição. Em 2012 elegerá seu primeiro prefeito (a) e vereadores (as). O PDT vem reunindo periodicamente com sua militância e discutido seu plano de governo com as comunidades. O partido já tem definido o nome dos empresários  Gelson e Hélio, que vem trabalhando seus nomes como pré candidatos ao cargo majoritário juntos aos seus convencionais.
No último final de semana o partido participou de mais de uma rodada de discussões, onde a militância participou em peso e foi possível observar que entre a militância se destacam possíveis pré-candidatos a cargos ao legislativo. Outros partidos também articulam sua participação no primeiro pleito da cidade de Mojuí dos Campos embora que timidamente e sem tanta manifestação popular. 

A EMANCIPAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS, TODOS NESSA LUTA.

Comentário: Tibério Alloggio no Post Marcha contra a divisão do Pará foi um fiasco 
 
A criação do Estado do Tapajós sempre foi um ponto central da pauta de reorganização territorial e administrativa da imensidade amazônica.
Fruto da revolta de sua ocupação predatória, e com a “ausência do Estado” na região amazônica, a idéia do Estado do Tapajós é um projeto antigo, que tem percorrido toda a história da nossa região amazônica.
Uma região riquíssima e de tamanho continental, que abriga numerosos povos indígenas, comunidades tradicionais,
Com a pobreza e a falta de desenvolvimento persistindo para a maioria da população.
Por isso, a presença do Estado, ainda que seja como agente regulador, torna-se imprescindível. Ainda mais no Pará, que mesmo detentor da maior economia da Amazônia, é o Estado com os piores índices de desmatamento e de desenvolvimento humano da região norte. Mais uma vez, comprovando a “ingovernabilidade” do seu enorme território, o que torna imprescindível a necessidade de sua redivisão territorial, com a criação de duas novas unidades federativas (Tapajós e Carajás).
O TAPAJÓS QUE QUEREMOS
No Tapajós, o movimento de emancipação nasceu e cresceu sob três grandes pressupostos básicos:
O isolamento geográfico; O abandono político; e as vantagens econômicas da emancipação, elementos esses, que sempre fizeram parte da retórica emancipacionista de diferentes gerações.
Se a “ausência do Estado” foi o motor do anseio popular para um novo Estado, precisamos agora do combustível que fortaleça a perspectiva de sua criação, acrescentando mais elementos ao nosso projeto político.
Em primeiro lugar reafirmando a Identidade Comum de nossa população com seu território, que hoje representa um conjunto de 27 municípios, unidos pelo mesmo perfil, social, econômico e ambiental. Uma identidade social e cultural construída historicamente, que solidifica e unifica a região.
Em segundo lugar, prezando para a Sustentabilidade Socioambiental da grande região oeste do Pará, uma das últimas fronteiras verdes, com uma significativa população nativa, mestiça e oriunda dos processos de colonização da região.
Uma sustentabilidade associada aos valores humanos, capaz de trilhar um novo modelo de desenvolvimento; ambientalmente sustentável no uso dos recursos naturais, na preservação da biodiversidade; socialmente justo na distribuição das riquezas e na redução da pobreza e das desigualdades sociais; que preserve valores, tradições, e as práticas culturais regionais.
Um novo Estado, que deverá se basear nos princípios da democracia e da participação, acima dos interesses oligárquicos e de grupos políticos que historicamente vem dominando a política e o poder no Pará.
Um estado descentralizado, que não reproduza os vícios que tomaram o Pará e sua capital Belém, o centro monopolizador dos recursos públicos. Um Estado que deverá ser a negação de todos os malefícios e práticas políticas que historicamente foram os percalços para que o Tapajós não se desenvolvesse e o povo não fosse feliz.
Queremos um Estado do povo para o povo, representativo de toda a população do Oeste do Pará, nas suas diversas formas de organização cultural e composição demográfica. Um Estado presente, atuante, indutor de políticas que promovam a justiça e a equidade, em oposição a ausência do Estado na região.
Um projeto de Estado com dimensões menores, com a responsabilidade de formar novas lideranças para administrá-lo, sem o qual não superaremos o jogo de dominação que persiste nas regiões do Brasil e da Amazônia em particular.
Enfim, temos o desafio de lutar pelo Estado do Tapajós sedimentado em valores modernos de democracia e sustentabilidade social, ambiental, econômica e cultural, que prisma pela “sustentabilidade” e não por um “crescimento” a qualquer custo. Um projeto de reorganização territorial que sempre esteve no imaginário de toda a população do Oeste do Pará.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Advogado Oto Santos deixa PMDB

Dr. Oto Santos 
O advogado Oto Santos, irmão do ex-prefeito e atual presidente do PMDB/Belterra, Oti Santos, se desfiliou do PMDB belterrense. O  blog entrou em contato com o  advogado para confirmar a informação. Por telefone, ele confirmou que nessa terça feira (23) requereu junto a Justiça Eleitoral sua desfiliação do PMDB, mas sem revelar por enquanto os motivos de sua decisão. Porém  fontes do blog em Belterra cogitam que houve um desentendimento do advogado com o presidente de seu ex-partido, acerca de fatos, envolvendo nomes do PMDB envolvidos em escândalos e possíveis atos de infidelidade partidária, já que o partido não tem uma postura definida no municipio e que cada parlamentar segue segundo seus própios interesses. e o descontetamento de Oto, seria justamente porque nestes casos caberia  intervenção do presidente e não houve. Outros comentam que o advogado está deixando o partido visando sua candidatura a prefeito por outra agremiação. Há quem diga também que é devido a questões particulares envolvendo problemas familiares.
O ex. prefeito Oti Santos, alçado pelo blog disse desconhecer a saída do irmão do partido e que até o exato momento ainda não teria sido informado oficialmente do ocorrido.

Leonardo Severo: a verdade da Líbia e a boca da mídia venal


“Quantos filhos eu tivesse, daria por esta revolução, pois eles continuam vivos no sorriso das crianças e em cada uma das suas conquistas”. A afirmação da senhora nicaraguense, presidente da Associação de Mártires e Heróis da cidade de Matagalpa, foi — de longe — a maior declaração de amor que já ouvi.

Por Leonardo Wexell Severo*


Ela havia perdido todos os seus cinco filhos em combate com a contrarrevolução, bandos de mercenários armados e financiados pelo governo dos Estados Unidos para retroceder aos tempos da dinastia dos Somoza. Os pormenores do crime estão fartamente documentados e envolvem armas e drogas, tudo comprovado no escândalo Irã-Contras.

Na época, embora não fosse pai e, portanto, sem ainda conseguir mensurar a real dimensão do significado das palavras daquela mãe cinco vezes morta em vida, fui marcado a ferro e fogo por elas. Participava junto com meu irmão Leandro de uma brigada de solidariedade colhendo café nas montanhas do Norte, próximo à fronteira com Honduras, em 1987. Passamos dois meses no país de Sandino, Carlos Fonseca e Ruben Darío. Os braços que faltavam para a agricultura encontravam-se mobilizados para deter a invasão. Então, jovens de todo o mundo foram estender suas mãos.

Enquanto isso, no Brasil, a Veja e outros veículos privados divulgavam que tínhamos ido ser “carne de canhão”. Isso fez com que uma das avós passasse de cama todo o período em que estivemos na Nicarágua. Tomada de horror com tudo o que lia e ouvia pela rádio e televisão, por jornais e revistas, vó Tina procurava ajudar à distância, com caprichadas rezas com as quais evocava proteção aos netos e seus companheiros. Na época, houve um brigadista idiota que voltou falando asneiras, passando a receber, imediatamente, todos os holofotes possíveis e imagináveis dados aos “revolucionários” arrependidos.

A nós era reservado o silêncio. Obviamente, nenhuma palavra sobre o processo de erradicação do analfabetismo e das tantas conquistas sociais da revolução sandinista, nem dos mutilados e assassinados pelas bombas e sabotagens da intervenção ianque. Nem da luta pela superação da miséria a que o país havia sido submetida por décadas de ditadura da família Somoza, aliada fiel dos EUA na América Central. Até o dinheiro da ajuda humanitária para as vítimas do terremoto de 1972, que não deixou prédio em pé na capital, Manágua, o “presidente” deposto, Anastácio Somoza Debayle, levou para o Paraguai no seu exílio, onde foi recebido pelo também ditador pró-EUA Alfredo Stroessener e devidamente justiçado com um bazucaço. Para o governo dos EUA e sua mídia, os contras eram os “combatentes da liberdade”; nós, “os mercenários”.

Em visita à Palestina, em 2000, lembro dos soldados israelenses e das centenas de crianças árabes vitimadas por suas balas de aço revestidas com borracha. O objetivo não era matar, mas “apenas” cegar, mandando um recado para que os jovens e suas famílias não participassem do levante popular, a Intifada. Para que não ousassem levantar a mão nem atirar pedras contra a “incursão” dos tanques nos territórios ocupados. Lembro de crianças com vendas no olho alvejado, erguendo cartazes de Iasser Arafat e ostentando, orgulhosas, a bandeira da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). No mesmo hospital, com o pai ao lado do leito, um menino me mostrava em Gaza seu braço dilacerado pelas balas de fuzil dos invasores. Com o outro braço, erguido, a pequena criança fazia o “V” da vitória, confiante no dia que está por vir.

Roubo de mais de 80% da água, assalto às terras palestinas, a ocupação se alastrando como um câncer... Tudo ao alcance da vista, palpável, mas distante — longe mesmo -, das cadeias internacionais de rádio e televisão. Ainda hoje, os canais pelos quais nossa população é intoxicada cotidianamente reproduzem seriados estadunidenses relacionando os que vestem a kafia, o lenço árabe, com terroristas sanguinários e insensíveis que se explodem por aí E o governo dos EUA continua despejando bilhões de dólares para manter o seu país filial, incrustrado no Oriente Médio. Desta forma fica fácil você saber por que não vê imagens dos campos de refugiados ou do gigantesco muro do apartheid de Israel, construído pela mesma multinacional que ergueu o muro que segrega os mexicanos? Quantas vezes você viu a devastação de oliveiras centenárias ou a derrubada de casas palestinas em Jerusalém? O mundo real não passa na telinha.

Até o momento, a intervenção militar estadunidense no Iraque já custou mais de um milhão de vidas. O despejo de urânio empobrecido em Faluja, um dos berços da resistência, foi um verdadeiro crime contra a Humanidade, onde a contaminação supera a de Hiroshima, e as crianças — aquelas que conseguem vir ao mundo sem duas cabeças ou outras aberrações — continuam nascendo deformadas. Um verdadeiro circo de horrores, vítimas de um genocídio que os conglomerados de mídia servis ao império, à indústria armamentista e às empresas petrolíferas, se esmera em acobertar. O bombardeio “cirúrgico” a um dos imensos abrigos de Bagdá, onde morreram mais de três centenas de mulheres, idosos e crianças, ilustra até onde pode chegar a prepotência dos EUA.

Mas bem poucas linhas foram publicadas a respeito. Imagem? Não lembro de ter visto divulgadas pelos cúmplices da invasão. O governo estadunidense alegou que embora houvesse uma gigantesca sinalização do Crescente Vermelho — a Cruz Vermelha do Oriente — e de que, portanto, o alvo era um abrigo, jamais poderia confiar em Saddam Hussein, que ”possuía armas de destruição em massa e as poderia estar escondendo ali”. O fúnebre local foi transformado posteriormente em museu anti-imperialista. Meu irmão Luciano relatou o que viu durante uma visita de solidariedade contra a agressão de Bush pai: entre tantos corpos incinerados colados à parede, uma mãe segurando um bebê.

Era como se os mais de 300 cadáveres falassem, mas nem assim conseguiram romper o silêncio sepulcral das redações. E por sede de sangue e petróleo das grandes corporações, uma das nações mais promissoras do Oriente Médio foi reduzida a escombros e cinzas. Além do custo em vidas humanas, a natureza também agoniza. Os rios Tigre e Eufrates foram contaminados pelo derramamento de petróleo, transformados em “esgoto a céu aberto”. Mas, para os que se crêem donos da verdade e da última palavra, este é um drama menor, que diz respeito a um país já invadido, uma carta fora do baralho, que já não merece atenção da mídia venal. A Resistência continua.

Agora a campanha de demonização chega a Líbia, contra Muamar Kadafi, pintado e deformado com photoshop na capa da Veja, como o “bandido”, “terrorista” e todos os demais qualificativos utilizados pelos barões da mídia para os que não rezam na sua cartilha. Os mesmos meios de comunicação que calaram e continuam sem dizer um pio sobre o assassinato da filha de Kadafi durante o bombardeio dos EUA a Trípoli em 1986, da vergonhosa impunidade deste e de outros crimes cometidos — e assumidos com pompa — pelos sucessivos governos estadunidenses, passados 25 anos. O silêncio se expande sobre os avanços conquistados pelo governo líbio nos serviços públicos e gratuitos de educação e saúde, na elevação da renda e de um salário mínimo que supera em muito os do Brasil e da Argentina, como bem lembra o amigo Beto Almeida.

Mas, fazendo tábua rasa do real, as primeiras “informações” das agências noticiosas internacionais — todas de rabo preso com o império — falaram de “bombardeios contra civis” e “revolta popular” por “liberdade” nas ruas de Trípoli. Assim que ganharam a rede tais “notícias”, o embaixador do Brasil no país, George Ney de Souza Fernandes, informou que “não houve bombardeio sobre Trípoli. Isso foi um bombardeio noticioso da Al-Jazira”. A mesma Al-Jazira que à la CNN está em campanha pela volta da monarquia ao país, entrevistando um príncipe e outros democratas de latrina. Monitorando a região com satélites super sofisticados, a inteligência militar russa também negou a ocorrência dos tais bombardeios: “não foram detectados”.

Daí a importância da Telesul estar presente, para informar — e não para deformar — os fatos. E de existirem governos, como o venezuelano, que não se deixam intimidar pelo tom monocórdico da campanha pró-invasão. O próprio presidente Chávez bem sabe, porque o sentiu na pele, como se constrói o processo de satanização. Nas ruas de Caracas, atiradores de elite da CIA e da direita venezuelana abriram fogo contra manifestantes oposicionistas, gente que caiu no conto do vigário e marchava próxima ao Palácio de Miraflores contra Chávez. Foram fulminados com tiros na nuca, para que a conta dos assassinatos fosse paga pelo presidente. As redes privadas ecoaram a posição da direita de que “"Chávez foi quem ordenou disparar contra a multidão". Felizmente, câmaras de televisão capturaram a origem dos disparos e um excelente filme desnudou a trama: “A revolução não será televisionada”.

Na Bolívia, igualmente, os EUA tentaram secessionar a região de Beni, Santa Cruz e Tarija, até que o seu embaixador, Philip Goldberg, que já havia atuado na fragmentação da Iugoslávia, fosse expulso do país. A bandeira desfraldada pelos oposicionistas tinha a suástica nazista.

Em Cuba, onde o criminoso bloqueio continua afetando a vida de milhões de pessoas, quantas frustradas vezes a CIA, o Pentágono e seus indigentes espiões tentaram, comprovadamente e sem disfarces, assassinar a Fidel Castro?

Como bem apontou o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, “nestes dias em que tanto se fala de bombardeios, que o exército da Líbia está disparando seus canhões, tanques, artilharia contra o povo da Líbia, nenhum desses meios que querem a derrocada de Kadafi têm conseguido apresentar uma única foto de aviões bombardeando o povo, nem tanques, nem soldados metralhando. A mídia repete que o povo líbio está sendo bombardeado, mas, o que sabemos, porque vemos, é que têm sido bombardeados os povos do Iraque e do Afeganistão. Sabemos porque vemos, que é bombardeado o povo palestino na Faixa de Gaza. Na Líbia vemos um povo resistindo com o líder da revolução, Kadafi, à frente”.

Ortega também conhece de perto as tramas estadunidenses, que tentaram dividir a Nicarágua com a fundação de um “território livre”, na área próxima ao Pacífico, a Miskitia, onde habitam os índios misquitos, que chegaram a ser cooptados inicialmente pela propaganda da contrarrevolução.

Há mais de 2.500 anos, Esopo deixou como ensinamento em uma de suas fábulas que “a infelicidade de uns é fonte de sabedoria para outros”. Engane-se quem quiser, alertou recentemente Fidel, o objetivo da campanha de agressão à Líbia é claro e único: o assalto às riquezas petrolíferas do país.

A verdade da Líbia não fala — nem nunca falará — pela boca da mídia venal.

* Leonardo Wexell Severo é jornalista da Hora do Povo e membro do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé

 Fonte:www.vermelho.org.br

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A EMANCIPAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS, DEFENDIDO PELAS MULHERES.

Comentário da leitora Thalys Rios (Post Marcha contra a divisão do Pará foi um fiasco)



Lógico que a frente parlamentar de toda a regiao metropolitana será contra a Divisão do estado.Durante toda a historia desse estado, a região Sul e Sudeste serviu como “Galinha dos Ovos de Ouro” para o Governo. É onde os impostos somam o valor mais agregado. São os impostos dessas regiões em questão que financiam a farra na ALEPA, e outros escândalos que vigoram por Belém afora, não estou dizendo que os políticos de Belém são todos corruptos, e nem que foi apenas o ‘dinheiro’ dessa região que foi desviado, mas todos os “Suspeitos” envolvidos no escândalo da Alepa são contra a divisão.
Isso é apenas um, dos milhares de parâmetros que fazem com que eu seja a favor da Divisão, seja a favor de um Governo mais Presente, um governo mais próximo da população carente, queria ter um governo que visitasse minha cidade, não apenas na época de exposição Agropecuária, não apenas para compor uma mesa de políticos que faram discursos utópicos, e talvez mentirosos.
Queria que os senhores Deputados estaduais e federais que são contra a divisão do Estado viajassem de carro por nossas rodovias estaduais dessa região Sul, como é o caso da extinta PA – 150, para que vejam o descaso por parte desse governo ausente. o Pará é um estado continental, e jamais um governo conseguirá assisti-lo por inteiro. Então eu acho que submeter toda a população esquecida pelos governantes, a viver nessas condições, por meros interesses politicos, ou por medo de perder a “mamata”, é uma grande falta de consideração e respeito para com o povo. É muito fácil para esses deputados que são contra a divisão formularem um gama de argumentos baseados em números, em PIB, e outros encartes mais, mas gostaria de vê-los encarando 3 dias de barco para chegarem à Belém, em busca de tratamento para seus filhos, sem lugar certo para ficar, pois em seus municipios de origem não há recursos na área da saúde. Gostaria de ver esses deputados enviarem seus filhos para a capital [caso morassem no interior] para estudar o ensino médio, ou uma faculdade, porquê seu município foi esquecido pelo poder público, e ainda sustentar a casa e filho estudando fora com R$ 545,00.
Mas nossos parlamentares só nos visitam de avião, em épocas de campanha, com seus acessores e sua comitiva. E agora querem tirar a oportunidade que nós, o povo sofrido, temos de dar o Troco.
Por isso, VOTO SIM, a favor da criação de CaraJÁs e Tapajós.

Líbia: Toda a verdade

Uma semana depois do Dia de Fúria, quando nesta coluna perguntei quem ou o quê estava por trás da "revolta" contra o Coronel Muammar Gathafi, as primeiras respostas começam a aparecer ... e interessantes elas são.
A "revolta" na Líbia pareceu um pouco estranho desde o início. Enquanto na Tunísia e no Egipto os movimentos estavam concentrados nas cidades capitais, na Líbia o epicentro se focou na região leste, nas terras tribais da Cirenaica. Estranho ...?
Cirenaica é anfitrião de um grupo extremamente complexo de povos e tribos, uma realidade étnica tão facilmente explorada em outras regiões árabes por forças exteriores. Em torno da segunda maior cidade da Líbia, e capital da Cirenaica, Benghazi, residem os tribos Arafah, Darsa, Abaydat, Barasa, Abiid, Awaqir, Fawakhir, Zuwayah, Mugharbah, Majabrah, Awajilah e Minifah.
Por isso a primeira pergunta é: Por quê a "revolta" líbia não começou na capital, Tripoli, e por quê a mídia comprada nunca relatou nada sobre Benghazi e a região Leste...que tem sido o epicentro de tensões étnicas e separatismo?
Pergunta dois é porquê houve uma falta de informação sobre os programas sociais de Coronel Kadhafi?
Os programas sociais do Coronel Muammar Gathafi na Líbia são muito maiores do que os aplicados nos países vizinhos. Infra-estruturas modernas surgiram nos últimos anos que visam atrair investimento e trazer riqueza acrescentada e desenvolvimento sustentável para os cidadãos da Líbia; o programa Gathafi de alfabetização forneceu a educação universal gratuita e desde que ele assumiu o poder em 1969, a expectativa de vida dos cidadãos da Líbia aumentou 20 anos, enquanto a mortalidade infantil diminuiu drasticamente.
Gathafi representa o controle dos recursos da Líbia por líbios e para líbios. Quando ele chegou ao poder dez por cento da população sabia ler e escrever. Hoje, é cerca de 90 por cento a taxa de alfabetização. As mulheres, hoje, têm direitos e podem ir à escola e conseguir um emprego. A qualidade de vida é de cerca de 100 vezes maior do que existia sob o domínio do rei Idris I.
Pergunta três é de onde vieram os cartazes EnoughGaddafi.com e por que o webmaster desta "organização" está listado na Movements.org como o "Twitter" a ser seguido e a pergunta número quatro é qual o papel do Departamento de Estado dos EUA relativamente ao Movements.org. A resposta a esta pergunta é que ajudou a lançar o movimento em 2008.
Pergunta cinco é o que fazem a Frente Nacional de Salvação da Líbia (NFSL) e a Conferência Nacional para a Oposição da Líbia (NCLO). A resposta é a coordenação de actos de terrorismo.
Pergunta seis é o que está fazendo a OTAN concentrada ao largo da costa líbia?
Pergunta sete é por quê o site da agência de notícias, JANA, do Governo líbio, tenha ficado offline por três dias: http://www.jananews.ly e quem ou o quê está por trás desta aparente ato de terrorismo cibernético. Esta é uma tentativa deliberada de manipular a notícia por aqueles que tentam obter informações e tentar moldar a opinião pública ao seu favor. Aqueles que tentam forjar um caminho independente, como a Al Jazeera, logo são assimilados, o que é facil ver.
Pergunta oito é quem estava por trás do boato que o Coronel Gathafi havia fugido do país, enquanto ele estava o tempo todo em Tripoli.
Pergunta número nove se baseia no que aconteceu com o embaixador da Líbia em Washington, aparentemente impedido de participar numa discussão na ONU; esta foi realizada por um assessor, cuidadosamente preparado, que tomou seu lugar e deu uma versão dos eventos que o embaixador negou mais tarde.
O tempo dirá o que acontece a seguir, mas uma coisa é clara: há forças das trevas operando na Líbia e não são líbias...

Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru