quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Helder lidera disputa pelo Senado e Éder Mauro e Celso Sabino estão em empate técnico pela segunda vaga




Pesquisa EPOL/Simetria mostra Helder com 25%; Éder tem 15% e Sabino, 11%. Éder lidera rejeição com 25% e Sabino registra apenas 4%.


A disputa pelas duas vagas do Pará no Senado começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda está longe de apresentar um quadro consolidado. Pesquisa EPOL/Simetria, realizada entre os dias 26 e 30 de agosto, mostra Helder Barbalho na liderança, com 25% das intenções de voto, enquanto Éder Mauro aparece com 15% e Celso Sabino com 11%, configurando empate técnico entre os dois pela segunda vaga, considerando a margem de erro de três pontos percentuais. 


O levantamento ouviu 1.200 eleitores paraenses com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais, e considera conjuntamente o primeiro e o segundo voto para senador. Depois dos três primeiros colocados aparecem Zequinha Marinho, com 9%, Chicão, com 6%, e outros candidatos com percentuais entre 1% e 3%. O dado que mantém a disputa aberta é o contingente de 15% de eleitores indecisos, além de 8% que optam por branco, nulo ou nenhum dos nomes apresentados.


Embora Éder Mauro esteja numericamente quatro pontos à frente de Celso Sabino, a diferença está dentro da margem de erro da pesquisa. Assim, não é possível afirmar estatisticamente que Éder esteja consolidado na segunda colocação. Na prática, os números apontam para uma disputa ainda aberta pela segunda cadeira que o Pará terá no Senado a partir de 2027.


A fotografia fica ainda mais interessante quando os números de intenção de voto são comparados com os índices de rejeição. Éder Mauro lidera a rejeição entre os candidatos ao Senado, com 25%, seguido por Helder, com 22%. Celso Sabino aparece com apenas 4%, um dos menores índices do levantamento.


A diferença de rejeição entre os dois concorrentes à segunda vaga chega a 21 pontos percentuais. O resultado cria uma situação distinta para cada candidatura: Éder Mauro possui hoje maior intenção de voto, mas também enfrenta maior resistência do eleitorado. Sabino, por outro lado, parte de um percentual menor, porém com uma rejeição significativamente mais baixa.


Outro fator que pode alterar a fotografia até a eleição é o volume de votos ainda não cristalizados. Os 15% que afirmam estar indecisos representam exatamente o mesmo percentual obtido por Éder Mauro e quatro pontos a mais que a votação atribuída a Sabino.


Com isso, Helder aparece como o nome mais bem posicionado na corrida ao Senado, enquanto Éder Mauro e Celso Sabino travam uma disputa tecnicamente equilibrada pela segunda vaga. A baixa rejeição de Sabino, combinada ao elevado número de indecisos, é um dos principais elementos que podem redesenhar essa disputa ao longo da campanha.

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