terça-feira, 9 de junho de 2026

SILÊNCIO NAS MARGENS DO XINGU: O PESADO SIGILO QUE ENCOBRE A IMPUNIDADE NA CHACINA DE ZÉ DO LAGO

SÃO FÉLIX DO XINGU (PA) – Passados mais de quatro anos da execução brutal do ambientalista José Gomes, o Zé do Lago, de sua esposa Márcia Nunes Lisboa e da enteada Joane Nunes Lisboa, o manto do esquecimento institucional e o medo continuam a imperar na Transamazônica. O triplo homicídio, ocorrido em janeiro de 2022 às margens do Rio Xingu, segue sem que o Estado do Pará aponte mandantes ou execute prisões. Protegido por um sigilo absoluto de Justiça pedido pela Polícia Civil, o inquérito esconde não apenas as provas coletadas, mas a identidade de criminosos considerados de altíssima periculosidade pela comunidade local.


Quem deveria ser o primeiro investigado?

Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a resposta sobre a autoria intelectual do crime deveria começar pelo óbvio histórico de violência agrária na região. A entidade e movimentos de direitos humanos apontam que o primeiro alvo de uma investigação séria deveria ser o fazendeiro Francisco Torres de Paula Filho, conhecido como Torrinho Torres.
  • O Motivo: A área onde Zé do Lago vivia há mais de vinte anos e mantinha um projeto de reprodução de tartarugas e tracajás fica dentro da APA Triunfo do Xingu, mas é diretamente reivindicada por Torrinho Torres como parte da "Fazenda Baú".
  • O Histórico: Torrinho é irmão de João Cléber de Sousa Torres (prefeito de São Félix do Xingu). Ambos possuem um extenso histórico de denúncias que envolvem grilagem de terras públicas e crimes ambientais na região.
  • A Linha Ignorada: Ativistas denunciam que, nos primeiros meses, a Polícia Civil do Pará preferiu vasculhar o passado das vítimas a confrontar o poder político e econômico dos fazendeiros locais.

O pedido de sigilo e o fator do medo

Polícia Civil do Estado do Pará foi quem solicitou e fundamentou o sigilo sobre o inquérito da chacina, medida chancelada pelo Poder Judiciário. Oficialmente, a justificativa para trancar as informações é "garantir a eficácia das diligências e proteger o andamento das investigações".
Contudo, na prática do sul do Pará, o sigilo total cumpre outra função velada: isolar o caso dos olhos da opinião pública e da imprensa. Ao camuflar os passos da apuração, as autoridades evitam o desgaste político de entregar relatórios vazios, sem o indiciamento de grandes latifundiários.

Testemunhas em risco: Quem é o "Monstro Invisível" no inquérito?

A imposição de sigilo absoluto e a extrema cautela com depoimentos revelam o tamanho do perigo real. Se a polícia precisa esconder os autos para colher provas, fica evidente que existe alguém altamente perigoso — com forte poder político, financeiro e bélico — capaz de aniquilar qualquer testemunha que ouse falar.
Em São Félix do Xingu, o crime organizado opera por meio de consórcios de desmatamento, roubo de terras públicas e redes de pistolagem profissional amplamente conhecidas. Relatórios históricos enviados ao governo federal já apontavam os clãs latifundiários da região como "comandantes do crime organizado", temidos pela população local pela capacidade de encomendar mortes sem sofrer punição.
As poucas testemunhas indiretas que aceitaram falar o fizeram sob a condição de anonimato absoluto e por canais protegidos (como o Disque-Denúncia 181). O temor não é infundado: no sul do Pará, colaborar com a polícia em casos que envolvem grandes fazendeiros frequentemente resulta em novas sentenças de morte.



A busca pela Federalização

Diante da paralisia das forças estaduais e do sigilo que parece servir de escudo para a impunidade, organizações nacionais acionaram o Ministério Público Federal (MPF) para pedir o Incidente de Deslocamento de Competência (IDC). A meta é transferir o caso para a Polícia Federal, retirando o inquérito das mãos das autoridades paraenses, sob o argumento de que o Estado do Pará se mostra incapaz — ou politicamente relutante — de prender os mandantes da morte da família de Zé do Lago.


sábado, 6 de junho de 2026

Eleições 2026: Estratégia de Helder para o Senado enfrenta crise com candidatura de Sabino e pode repetir 'Fenômeno Amazonas'

Quem observava o Pará há pouco tempo via um tabuleiro político sob controle absoluto. Com 70% de aprovação, o então governador Helder Barbalho ditava as regras do jogo. Ele escolhia aliados, desenhava a estrutura das candidaturas e parecia ter o controle total sobre o destino das cadeiras no Senado. A estratégia era clara, mas, na política, o terreno pode mudar rapidamente.

Hoje, esse cenário de controle dá sinais claros de fadiga. As peças principais do ex-governador não crescem nas pesquisas, enquanto a direita surge fortalecida e bem posicionada com nomes como Zequinha Marinho e Eder Mauro. O tabuleiro, que parecia perfeitamente montado, começa a apresentar fissuras estruturais.

O ponto crítico desta mudança é a pré-candidatura de Celso Sabino. Ao se lançar ao Senado, ignorando o desenho original de Helder, trazendo a ex-governadora Ana Júlia como suplente e reivindicando o apoio do presidente Lula, Sabino cria um curto-circuito na estratégia que parecia imbatível. O apoio que o ex-governador esperava para o seu candidato não se confirma, e a fragmentação do palanque é evidente.

Essa desestabilização traz à memória o "Fenômeno Amazonas" de 2018. Naquela ocasião, nomes consagrados e detentores de mandato, como a então senadora Vanessa Grazziotin, que buscava a reeleição, e o experiente Alfredo Nascimento, foram surpreendidos nas urnas. O vitorioso foi o estreante Plínio Valério, que, junto à reeleição de Eduardo Braga, garantiu o primeiro lugar e mostrou que a vontade do eleitor pode atropelar qualquer máquina política bem desenhada.

Com a estratégia de Helder Barbalho sob pressão e o cenário dividido, a pergunta que ecoa nos bastidores políticos é inevitável: será que o Pará está prestes a repetir o fenômeno do Amazonas? O xadrez está posto, mas o movimento final, como sempre, será do eleitor.


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Eleições 2026: JK DO POVÃO SE FORTALECE NA TRANSAMAZÔNICA: DEPOIS DE TAKÁ, NENÉM DA SERRARIA É O PRÓXIMO A SE FILIAR AO PL

RURÓPOLIS – O cenário político na região da Transamazônica e da BR-163 está passando por uma reconfiguração de peso. O Partido Liberal (PL) vem consolidando uma forte base de oposição no município de Rurópolis e, após a expressiva chegada do ex-prefeito Taká, os holofotes se voltam agora para o empresário e liderança local Neném da Serraria, apontado como o próximo grande nome a se filiar ao partido.

Essa intensa movimentação de bastidores reflete diretamente o fortalecimento e a articulação liderada pelo pré-candidato a deputado estadual JK do Povão. O parlamentar tem estreitado laços e consolidado frentes estratégicas em diversos municípios da região, unindo forças expressivas para os próximos embates políticos.

União de Forças

Neném da Serraria, que obteve uma votação altamente expressiva nas últimas eleições municipais quando disputou pelo MDB, chega ao PL para somar ao projeto liderado por Taká. A convergência dessas lideranças sob a mesma legenda transforma o partido em uma das principais potências políticas do município.

Com o apoio e a coordenação de JK do Povão, a ala do PL na Transamazônica ganha musculatura, reorganiza os tabuleiros locais e promete ditar o ritmo dos debates políticos na região daqui para frente.


quarta-feira, 29 de abril de 2026

Malaquias Mottin: de grande promessa política a pregador de cartaz no cenário santareno


A política de Santarém tem dessas coisas que o povo olha, coça a cabeça e pergunta: como pode um nome que cresceu tanto, diminuir tanto em tão pouco tempo?

Esse é o caso de Malaquias Mottin. Em 2022, quando disputou vaga de deputado federal, ele apareceu como novidade para muita gente. Teve 20.434 votos no Pará, sendo 12.921 votos em Santarém, número respeitável e que colocou seu nome entre os mais comentados da eleição.

Naquele tempo, muita gente enxergava nele um futuro grande. Podia buscar vaga de deputado estadual, tentar novamente federal ou até se preparar para disputar a Prefeitura no tempo certo. Tinha voto, visibilidade e discurso.

Mas ao invés de crescer, encolheu.

Hoje, quem já foi visto como promessa aparece mais como pregador de cartaz de projeto alheio. Ao invés de liderar caminho próprio, virou peça de campanha dos outros, especialmente no entorno do ex-prefeito Nélio Aguiar.

De empresário a guiado por beroteiro

Malaquias construiu imagem de homem trabalhador, empreendedor, empresário “de sucesso”. Quem vence nos negócios costuma ter visão, comando e independência para decidir.

Mas na política, o que se comenta nos bastidores é outra coisa. Dizem que deixou de lado o tino de liderança para andar guiado por beroteiro, daqueles que cercam político, sopram conversa no ouvido e empurram para caminhos pequenos.

Tem gente que afirma até que sua aproximação com velhos grupos não nasceu dele, mas de influência de quem vive de articulação e conversa de corredor.

De protagonista a pregador de cartaz

E aí mora o desgaste.

Quem já teve tamanho para sonhar alto hoje aparece em função menor. Quem poderia estar brigando por espaço no Pará inteiro se resume a colar imagem de outros, defender nome dos outros e esperar sobra de projeto político.

O povo entende rápido quando alguém troca protagonismo por conveniência.

A pergunta que Santarém faz

O que ficou daquele capital político de 2022? Qual grande marca o mandato de vereador trouxe? Qual luta surpreendente aconteceu? Que transformação o povo sentiu na pele?

Se a resposta for pouca coisa ou quase nada, então a crítica cresce naturalmente.

Ainda dá tempo

Política muda ligeiro. Malaquias ainda tem nome conhecido e base eleitoral. Mas precisa escolher: ou volta a pensar grande e andar com as próprias pernas, ou corre o risco de ser lembrado como quem tinha tamanho para ser líder, mas preferiu virar apenas pregador de cartaz guiado por beroteiro.


quinta-feira, 5 de março de 2026

EXCLUSIVO: RADIOGRAFIA DA FRAUDE – AS BANCADAS DE SANTARÉM QUE PODEM CAIR POR 'CANDIDATURAS LARANJAS'

SANTARÉM, PA – O cenário político da "Pérola do Tapajós" pode estar prestes a sofrer um terremoto jurídico. Após a decisão histórica da Justiça Eleitoral no Pará, que determinou novas eleições no município de Melgaço devido a fraudes na cota de gênero, os holofotes se voltam agora para a Câmara Municipal de Santarém.

Um levantamento exclusivo baseado nos dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que praticamente todos os partidos que elegeram representantes em 2024 possuem em suas chapas "pontas soltas" — candidaturas femininas com votações ínfimas que podem levar à anulação total de seus votos.

O "Fator Santarém": Por que 20 votos é um sinal de alerta?

Diferente de municípios minúsculos, Santarém possui cerca de 246 mil eleitores. Em uma cidade onde o quociente eleitoral é altíssimo, uma candidatura com menos de 50 votos é estatisticamente irrelevante e, para a Justiça Eleitoral, um indício robusto de fraude. O entendimento é simples: se a candidata não obteve votos sequer de familiares e vizinhos próximos, a campanha provavelmente nunca existiu.

Partidos na "Zona de Risco" (Dados Oficiais)

Abaixo, os nomes e partidos que, se denunciados, colocam as bancadas eleitas sob risco de cassação imediata:

• PDT: Caso gravíssimo. O partido apresenta candidatas como Adria Paixão (3 votos) e Silmara Silva (8 votos).

• PRD: Possui a candidata Alice Tainara, que registrou apenas 4 votos.

• REPUBLICANOS: Apresenta Nazareth Dezincourt com apenas 10 votos.

• PP (Progressistas): Registrou a candidata Daniela Batista com apenas 14 votos.

• PSD: O partido possui a candidata Tia Irene com 17 votos.

• MDB: A maior bancada enfrenta o peso do parentesco. Uma candidata com o mesmo sobrenome de um dos eleitos obteve apenas 17 votos, sugerindo preenchimento de cota familiar.

• PL: Registrou candidatas na faixa de 21 a 33 votos (como Mariah Barroso e Kelly Valente), números inexpressivos para a realidade local.

• PSB e UNIÃO BRASIL: Também apresentam candidatas na base da chapa com votações entre 15 e 30 votos, flutuando na zona de investigação judicial.

O que diz a Lei (Súmula 73 do TSE)

A fraude à cota de gênero ocorre quando o partido registra mulheres apenas para "bater a meta" dos 30%. Se provado que uma única candidata foi "laranja":

1. Toda a chapa é cassada: Os vereadores eleitos perdem o mandato, mesmo com milhares de votos.

2. Anulação de Votos: Todos os votos do partido são invalidados.

3. Nova Retotalização: O TRE refaz o cálculo e o cargo vai para suplentes de outros partidos.

Vigilância Popular

Como demonstrado no caso de Melgaço, a denúncia não precisa partir apenas de órgãos oficiais. Qualquer cidadão ou suplente pode provocar o Ministério Público Eleitoral. Em Santarém, o clima é de vigilância total, pois a composição da Câmara para 2026 pode mudar drasticamente nos tribunais.

Nota da Redação: O Portal Belterra mantém o espaço aberto para que os partidos citados e suas respectivas candidatas apresentem suas defesas e comprovem a efetividade de suas campanhas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Secretário de Esporte deixa legado em Belterra e assume a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Cultura e Turismo

 


Capitão Nascimento encerra ciclo marcado por grandes eventos esportivos, valorização das comunidades e fortalecimento do turismo esportivo no município


O Capitão Nascimento, secretário municipal, encerrou oficialmente nesta semana sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer para assumir um novo e estratégico desafio: a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Cultura e Turismo de Belterra.


Ele esteve à frente da pasta do esporte por aproximadamente nove meses, desde maio de 2025, na gestão do prefeito Ulisses Medeiros, com a vice-prefeita professora Dimaima, período marcado por intensa atividade esportiva, descentralização de ações e consolidação de Belterra como referência no esporte regional.



Esporte como política pública e inclusão social



Logo no início da gestão, o secretário priorizou o fortalecimento do esporte como política pública, alcançando tanto a sede do município quanto comunidades da BR-163 e da Floresta Nacional do Tapajós.


Na área do atletismo, destacou-se o resgate da Meia Maratona de Santo Antônio, evento tradicional do município que voltou a ser realizado com grande participação popular e organização elogiada.


No ciclismo, Belterra ganhou projeção regional com eventos como o Desafio das Montanhas, reunindo atletas belterrenses, competidores de diversas regiões do Pará e de outros estados, fortalecendo o calendário esportivo e o turismo local.



Futebol como carro-chefe da gestão



O futebol foi o principal eixo das ações desenvolvidas durante a gestão do Capitão Nascimento. Diversos campeonatos foram realizados com ampla participação comunitária:


  • Campeonato da BR-163, sediado na comunidade de Betânia (km 140);
  • Campeonato da Alta Flona, com sede na comunidade Prainha II, reunindo 14 equipes;
  • Campeonato da Baixa Flona, sediado na comunidade de Nazaré.



Todos os torneios foram concluídos com sucesso e forte envolvimento das comunidades, fortalecendo o esporte como ferramenta de integração social.


Outro grande destaque foi o Campeonato Belterrense, considerado histórico pela premiação inédita:


“Foi a maior premiação já concedida a um campeonato local, totalizando R$ 17 mil, sendo R$ 9 mil para o campeão e R$ 5 mil para o vice, além de troféus de alto nível”, destacou o secretário.



Avanço no esporte feminino



A gestão também entrou para a história com a realização da Primeira Copa Society Feminina de Verão, reunindo equipes do centro de Belterra, da BR-163 e da comunidade do Maguari.

A competição teve grande repercussão e foi finalizada na sede do município, consagrando o PSG como campeão.



Revitalização do Estádio Dedé Cão e projeção estadual



Para o Capitão Nascimento, um dos maiores legados da gestão foi a revitalização do Estádio Dedé Cão, que hoje se consolidou como símbolo do novo momento do esporte belterrense.


O estádio passou a sediar jogos do Campeonato Paraense da Primeira Divisão, projetando Belterra no cenário estadual e nacional:


“O Dedé Cão hoje tem identidade. Belterra passou a ser referência no futebol paraense. Isso movimenta o comércio, fortalece o turismo esportivo e gera oportunidades para o município”, afirmou.



Evento inédito: paraquedismo em Belterra



Outro marco da gestão foi a realização de uma etapa do Campeonato Brasileiro de Paraquedismo, evento inédito no município. Além das competições, moradores e visitantes tiveram a oportunidade de vivenciar a experiência de saltos, reforçando o potencial natural de Belterra para esportes de aventura.


Segundo o secretário, há expectativa de que o evento volte a ocorrer ainda este ano.



Dever cumprido e novo desafio



Ao deixar a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer, o Capitão Nascimento afirma sair com sentimento de dever cumprido:


“Entregamos uma secretaria ativa, estruturada e com resultados concretos. Agora assumimos um novo desafio, à frente da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Cultura e Turismo, com a perspectiva de realizar um trabalho grandioso em prol da sociedade belterrense.”


A nova pasta reúne setores estratégicos para o desenvolvimento econômico, cultural e turístico do município, e a expectativa é de continuidade no modelo de gestão voltado para resultados, integração e valorização das potencialidades locais.




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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Cuidados com a rede elétrica e segurança podem prevenir acidentes


_A prevenção começa com pequenos cuidados que fazem grande diferença na proteção à vida_


Com o início do período chuvoso no Baixo Amazonas e na Transamazônica, a Equatorial Pará reforça as orientações de segurança para prevenir acidentes domésticos e garantir a continuidade do fornecimento de energia. O chamado “inverno amazônico” traz desafios como alagamentos, ventos fortes e descargas atmosféricas (raios), que exigem atenção redobrada da população.


De acordo com a Gerência de Serviços Técnicos da Equatorial Pará, Clayson Almeida, as ocorrências mais comuns nesta época envolvem descargas atmosféricas, raios que atingem a rede elétrica ou residências, queda de galhos e árvores sobre a fiação e ventos fortes, que podem arremessar objetos contra a rede de distribuição e motivar interrupções no fornecimento de energia.


Para proteger sua família e seus equipamentos, a Equatorial Pará orienta que, durante tempestades, os eletrodomésticos sejam retirados da tomada, evitando danos causados por surtos de tensão.


Também é importante redobrar os cuidados com infiltrações, já que paredes úmidas podem conduzir eletricidade. Evite tocar em tomadas ou interruptores nessas áreas. Em caso de alagamento, se a água atingir o nível das tomadas, desligue imediatamente o disjuntor geral.


A segurança em vias públicas e em áreas rurais e ribeirinhas é fundamental. Nunca se aproxime de cabos caídos, pois o solo molhado potencializa o risco de choque elétrico. Isole a área e acione a Equatorial Pará.


Se houver galhos encostando na rede elétrica, não tente cortá-los. Esse tipo de serviço deve ser realizado apenas por equipes especializadas. Instalações e reparos também exigem atenção: ao consertar telhados ou instalar antenas, mantenha distância da rede elétrica, pois o contato acidental pode ser fatal.


“As tempestades na nossa região costumam vir acompanhadas de rajadas de vento que podem arremessar objetos contra a fiação. Além disso, as áreas de várzea exigem cuidado extra com a elevação do nível das águas próximas às instalações elétricas”, alerta Clayson Almeida.


Canais de atendimento 24h


Em caso de falta de energia, fios caídos ou situações de risco, entre em contato imediatamente:

WhatsApp (Clara): (91) 3217-8200

Central de Atendimento: 0800 091 0196

Site: equatorialenergia.com.br

App: Equatorial Energia (disponível para Android e iOS)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Jader Barbalho ficou 24 anos fora do Governo do Pará após se afastar para disputar o Senado



A história política recente do Pará guarda um dos episódios mais emblemáticos da política estadual. Em 1994, o então governador Jader Barbalho decidiu se afastar do cargo para disputar uma vaga no Senado da República e deixou o comando do Estado nas mãos do vice-governador Carlos Santos. A decisão mudaria profundamente o curso do poder no Pará.


O afastamento custou caro. Jader nunca mais voltou ao Governo do Estado como governador. A partir dali, o Pará passou por uma longa sucessão de gestões que mantiveram Jader longe do Executivo estadual por 24 anos consecutivos, considerando mandatos de quatro anos.


Almir Gabriel governou por dois mandatos, somando 8 anos.

Ana Júlia Carepa governou por um mandato, totalizando 4 anos.

Simão Jatene governou por três mandatos, o que representou 12 anos.


Somados, foram 24 anos fora do Governo do Pará.


Durante esse período, Jader manteve influência política, força eleitoral e protagonismo nacional, mas não conseguiu retomar diretamente o comando do Palácio dos Despachos. O retorno do grupo Barbalho ao Executivo estadual não aconteceu por Jader, mas apenas décadas depois, por meio de seu filho.


Para isso, foi preciso esperar Helder Barbalho crescer politicamente. Helder foi vereador, deputado e construiu base eleitoral própria. Em 2014, disputou o Governo do Estado e foi derrotado por Simão Jatene. Somente após essa derrota e o amadurecimento político do projeto é que o grupo conseguiu, enfim, voltar ao poder.


A vitória veio em 2018, com a eleição de Helder Barbalho, que assumiu o Governo em 2019. Ou seja, o grupo Barbalho só retornou ao comando do Estado após quase um quarto de século e não pelas mãos de Jader, mas por meio de seu herdeiro político. Esse retorno soma hoje cerca de seis a sete anos de governo, um período curto quando comparado aos 24 anos de afastamento provocados pela decisão de 1994.


É nesse contexto histórico que o debate atual ganha relevância. Com Hana Barbalho, vice-governadora na chapa de Helder Barbalho, passando a ocupar papel central no projeto político do grupo, surge uma indagação inevitável nos bastidores.


Caso Helder venha a se afastar do cargo para disputar outra posição majoritária e deixe Hana à frente do Governo do Estado, o risco histórico pode se repetir? A experiência mostra que o poder, quando é deixado, nem sempre é retomado com facilidade. A máquina administrativa, as alianças políticas e o tempo podem consolidar novos grupos e novos projetos.


A pergunta que ecoa no cenário político paraense é direta. O grupo Barbalho está disposto a correr novamente um risco que já custou 24 anos fora do Governo do Pará?

Na política, o passado não se repete exatamente, mas costuma ensinar.