terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Política de Belterra entra em 2026 com estabilidade no governo, alta aprovação popular e sucessão marcada por disputa interna

 Com 80% de aprovação, Ulisses mantém governabilidade e a sucessão municipal se concentra entre aliados, enquanto o foco político do grupo está nas eleições estaduais de 2026.



O cenário político de Belterra entra no ciclo de 2026 marcado por estabilidade administrativa, alta aprovação popular e uma sucessão municipal que começa a se desenhar dentro do próprio grupo que governa o município. O prefeito Ulisses Medeiros chega a esse momento com cerca de 80% de aprovação, reflexo de uma gestão presente, com inauguração de obras, acompanhamento constante das ações nas comunidades e contato direto com a população.


Ulisses (MDB) mantém um perfil de gestor próximo das pessoas, frequentemente presente nas comunidades, acompanhando de perto a realidade dos moradores, subindo escadas, entrando nas casas e mantendo um estilo de vida simples, o que reforça sua imagem de prefeito acessível. Ao seu lado, a vice-prefeita professora Dimaima (PSD), que também responde pela Secretaria Municipal de Educação, tem atuação destacada no governo e é vista como o nome natural da continuidade administrativa, mesmo sem anúncio oficial de pré-candidatura.


Na Câmara Municipal, o Executivo conta com uma base sólida. O vereador Tinem (PT) integra oficialmente a base do prefeito, garantindo maioria confortável. Já a vereadora Juliana Rocha (PP) ocupa uma posição estratégica: não se declara governo, mas também não faz oposição. Essa postura está diretamente ligada a um projeto político maior no âmbito estadual, cujo objetivo central do grupo é eleger o governador (a) do Estado, os dois senadores do MDB e fortalecer a bancada de deputados estaduais e federais alinhados ao projeto político do governador Helder Barbalho. Em nome dessa estratégia, evita-se o confronto local.

Foco em 2026, não em 2028

O próprio prefeito tem declarado publicamente que não está discutindo as eleições municipais de 2028 neste momento. Seu foco está voltado integralmente para as eleições de 2026, com prioridade em trabalhar politicamente para eleger o governador (a) do Estado, os senadores do MDB e os deputados estaduais e federais do grupo.


Segundo aliados, os nomes do governador (a) e dos senadores já estão fechados dentro do grupo político. A definição agora passa pela composição das chapas  para deputado, tema que deverá ser tratado mais adiante. Também será observado, no momento oportuno, quem dentro do grupo manterá alinhamento com o projeto do MDB e quem poderá optar por apoiar outro candidato a governador, movimento que poderá redesenhar alianças futuras no município.



Dr. Macedo: experiência e protagonismo na sucessão


Entre os nomes que disputam espaço na sucessão municipal está o vereador Dr. Macedo (MDB), uma das figuras mais experientes da política de Belterra. Ele já foi prefeito por dois mandatos, exerceu mandato de vereador e, após um período fora da política institucional, retornou sendo novamente eleito vereador. Foi o primeiro a se lançar pré-candidato a prefeito, assumindo desde cedo protagonismo no debate sucessório.


Mesmo afirmando que não é base, Dr. Macedo mantém relação institucional com o governo, com indicados ainda presentes na administração. Seu histórico político lhe garante força eleitoral, mas também gera resistências internas, o que alimenta disputas dentro do próprio grupo governista.


Jonas Palheta e Lineu Sarturi no radar


Outro nome central é o do vereador Jonas Palheta (Republicanos) , atual presidente da Câmara Municipal. Com três mandatos e o título de vereador mais votado nas duas últimas eleições, Jonas reúne capital eleitoral, experiência legislativa e protagonismo institucional, figurando entre os principais postulantes à sucessão.


Também aparece como nome em ascensão o vereador Lineu Sarturi (PSD), que esteve próximo de compor como vice-prefeito na chapa de Ulisses Medeiros na eleição passada. Sua presença no debate sucessório reflete sua trajetória política e sua base eleitoral consolidada.


Lilico fecha a lista e simboliza o confronto interno


Por último entre os postulantes, surge o vereador Lilico, atual presidente do PSD e vereador licenciado. Lilico vem desenvolvendo um trabalho bem avaliado nas áreas da cultura e do comércio, ampliando sua visibilidade política.


Lilico foi o segundo vereador mais votado do município e, até o momento, foi o único nome do grupo que enfrentou diretamente Dr. Macedo, tornando-se um símbolo de contraponto interno. Nos bastidores, cresce a expectativa de setores do grupo que defendem um confronto direto entre Lilico e Macedo como forma de redefinir forças internas.


Um cenário sem oposição externa consolidada


Até o momento, a sucessão municipal em Belterra segue restrita exclusivamente ao grupo que governa o município. Não há um nome competitivo claramente posicionado fora desse campo político. A disputa é interna e poderá resultar em dois ou três candidatos, ou ainda em uma composição que leve a um nome único para dar continuidade ao projeto político liderado por Ulisses Medeiros.


Conclusão


Belterra vive um momento de conforto político no presente, sustentado por uma gestão bem avaliada e por um projeto estadual claramente definido, mas enfrenta um desafio estratégico no futuro: administrar a sucessão municipal sem fragmentar o grupo. A eleição de 2026 será decisiva não apenas para o Estado, mas também para revelar quem permanecerá fiel ao projeto do MDB e quem poderá trilhar outros caminhos políticos.




Compartilhe e nos siga no Instagram e nas nossas redes sociais.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Caro leitor por favor assine o comentário, pois não publicaremos comentários de anônimo