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sábado, 6 de junho de 2026

Eleições 2026: Estratégia de Helder para o Senado enfrenta crise com candidatura de Sabino e pode repetir 'Fenômeno Amazonas'

Quem observava o Pará há pouco tempo via um tabuleiro político sob controle absoluto. Com 70% de aprovação, o então governador Helder Barbalho ditava as regras do jogo. Ele escolhia aliados, desenhava a estrutura das candidaturas e parecia ter o controle total sobre o destino das cadeiras no Senado. A estratégia era clara, mas, na política, o terreno pode mudar rapidamente.

Hoje, esse cenário de controle dá sinais claros de fadiga. As peças principais do ex-governador não crescem nas pesquisas, enquanto a direita surge fortalecida e bem posicionada com nomes como Zequinha Marinho e Eder Mauro. O tabuleiro, que parecia perfeitamente montado, começa a apresentar fissuras estruturais.

O ponto crítico desta mudança é a pré-candidatura de Celso Sabino. Ao se lançar ao Senado, ignorando o desenho original de Helder, trazendo a ex-governadora Ana Júlia como suplente e reivindicando o apoio do presidente Lula, Sabino cria um curto-circuito na estratégia que parecia imbatível. O apoio que o ex-governador esperava para o seu candidato não se confirma, e a fragmentação do palanque é evidente.

Essa desestabilização traz à memória o "Fenômeno Amazonas" de 2018. Naquela ocasião, nomes consagrados e detentores de mandato, como a então senadora Vanessa Grazziotin, que buscava a reeleição, e o experiente Alfredo Nascimento, foram surpreendidos nas urnas. O vitorioso foi o estreante Plínio Valério, que, junto à reeleição de Eduardo Braga, garantiu o primeiro lugar e mostrou que a vontade do eleitor pode atropelar qualquer máquina política bem desenhada.

Com a estratégia de Helder Barbalho sob pressão e o cenário dividido, a pergunta que ecoa nos bastidores políticos é inevitável: será que o Pará está prestes a repetir o fenômeno do Amazonas? O xadrez está posto, mas o movimento final, como sempre, será do eleitor.


terça-feira, 15 de junho de 2021

Presidente do Senado diz ser possível aprovar voto impresso para eleições de 2022

 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), admitiu nesta segunda-feira, 14, a possibilidade de o voto impresso ser adotado nas eleições de 2022, se houver viabilidade técnica. Como revelou o Estadão/Broadcast, a medida tem maioria para ser aprovada em comissão especial da Câmara e avançar no Congresso. Aliados do presidente Jair Bolsonaro se juntaram a outros partidos, como o PDT, para criar um sistema de voto auditável na urna eletrônica a partir da disputa presidencial no ano que vem.

Em entrevista ao site Jota, Pacheco deixou claro que confia no atual sistema eleitoral no Brasil, mas admitiu a possibilidade de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Câmara para eliminar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. "Se há senadores e deputados sustentando isso e se houver viabilidade técnica e operacional para uma implantação dessa natureza que dê maior confiabilidade ao sistema de escolha de candidatos, é perfeitamente possível nós admitirmos."

Na semana passada, em audiência na Câmara, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e disse que o voto impresso seria um "retrocesso".

Para Pacheco, no entanto, o fato de nunca ter ocorrido nenhum caso de fraude eleitoral conhecido desde a implantação da urna eletrônica, em 1996, não significa que elas não possam ocorrer. "Eu não enxergo e não acredito em vulnerabilidade do sistema eleitoral. Eu tenho confiança na Justiça Eleitoral do País, na higidez do processo de escolha através das urnas eletrônica. (Mas) O fato de eu não acreditar não significa que não exista."

Patrocinador da proposta, Bolsonaro já disse que, sem o voto impresso, não haverá eleições no País no próximo ano. Na quinta-feira, 10, o chefe do Planalto voltou a defender a proposta e criticou o presidente do TSE. "Que negócio é esse de judicializar? Não tem cabimento. Se o Congresso aprovar o voto impresso, vamos ter eleições com voto impresso e ponto final. Cada um de nós deve respeitar a Constituição e o Parlamento."

Em tramitação na Câmara, a PEC não acaba com a urna eletrônica, mas inclui na Constituição um artigo que torna obrigatória a impressão de comprovantes físicos de votação, que devem ser depositados automaticamente em uma caixa de acrílico acoplada ao equipamento. Com isso, o eleitor poderá conferir se o recibo em papel coincide com o que digitou, mas não poderá levar o comprovante. Para que seja válida nas eleições de 2022, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até outubro deste ano.

Fonte: Toda Hora

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

NOVO PRESIDENTE DO SENADO NÃO ACEITARÁ INTROMISSÕES

Novo presidente do Senado dirige recado duro ao Poder Judiciário

O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) venceu José Medeiros (PSD-MT) por 61 votos a 10 e foi eleito presidente da Casa. Ele pautará votações e terá mandato atê fevereiro de 2019.

Em recado velado ao Judiciário, disse em discurso que será duro quando um poder parecer se levantar contra o outro. Eunício ê acusado pela Odebrecht de ter recebido propina para aprovar medida provisória. O senador nega.